Erros comuns

Quando um caso não sai, ou uma colocação se revela errada, quase nunca falta uma técnica. O habitual é uma pista lida um pouco mal ou uma regra esquecida por um momento. Estes são os erros que mais se repetem, mais ou menos por ordem de frequência.

Ler «a norte de» como «mesmo por cima»

«A norte da Dana» quer dizer numa linha mais acima do que a Dana — qualquer linha mais acima, em qualquer coluna. Não quer dizer a casa mesmo por cima dela, nem sequer a mesma coluna; de qualquer modo, duas pessoas nunca podem partilhar uma coluna. A versão apertada existe como pista própria: «exatamente uma coluna a oeste da Bella» fixa a distância. Se uma pista de direção parece colocar alguém depressa demais, verifica se não a transformaste sem dar por isso numa pista de desvio.

Esquecer que a vítima ocupa uma linha

A vítima não tem pista, por isso é fácil deixá-la fora da conta. Mas está numa casa como toda a gente e usa a sua própria linha e a sua própria coluna. Uma linha que parece ter lugar para dois suspeitos pode ter, na verdade, lugar para um suspeito e a vítima. Conta pessoas, não suspeitos.

«Ao lado» através de uma parede

«Ao lado de uma mesa» quer dizer numa casa encostada a ela — à esquerda, à direita, por cima ou por baixo — e na mesma divisão. Uma casa do outro lado de uma parede não está ao lado de nada da divisão vizinha, por mais perto que pareça. O mesmo vale para janelas e portas: ao lado de uma janela quer dizer na casa cuja parede tem a janela. As casas na diagonal nunca contam como «ao lado».

Fechar um grupo cedo demais

As linhas bloqueadas são poderosas, e é isso que as torna perigosas. Dois suspeitos só bloqueiam duas linhas se cada uma das casas que qualquer deles ainda poderia ocupar estiver nessas linhas. Uma só possibilidade solta — uma casa na linha 8 que ainda não tinhas riscado — e o bloqueio não existe. Antes de riscares uma linha inteira por causa de um grupo, revê por inteiro a lista de cada membro.

Tratar uma casa forçada como uma colocação

Quando a uma linha sobra uma só casa aberta, alguém tem de lá estar — mas não necessariamente o suspeito em que estavas a pensar. A casa está ocupada; por quem, continua em aberto. Risca a coluna que passa por ela para todos os outros, mas não ponhas lá ninguém em concreto enquanto a lista dessa pessoa não o disser.

Esquecer a regra do crime

A vítima está a sós com exatamente um suspeito. Uma divisão que já tem dois suspeitos não pode ser a da vítima, e um suspeito com uma pista de «a sós» nunca pode ser o assassino. Quando um caso está quase acabado e não fecha, a regra do crime é a primeira coisa a verificar.

Raciocinar sobre o aspeto da vítima

Da vítima só se mostra o sexo. O cabelo, os óculos e tudo o resto estão escondidos de propósito, e nenhuma pista depende alguma vez disso. Se o teu raciocínio precisa de saber se a vítima usava óculos, desviou-se algures antes.

Casos para praticar

Os casos de nível médio mais longos do arquivo — longos o suficiente para que cada um destes erros te tente:

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As técnicas

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